sexta-feira, janeiro 28, 2005

Anjo

De Casimiro de Abreu
Julho de 1858

Eu era a flor desfolhada
Dos vendavais ao correr;
Tu foste a gota dourada
E o lírio pode viver.

Poeta, dormia pálido
No meu sepulcro, bem só;
Tu disseste : - Ergue-te, Lázaro! -
E o morto surgiu do pó!

Eu era sombrio e triste...
Contente, minh'alma é;
Eu duvidava ... sorriste,
Já no amor tenho fé.

A fronte que ardia em brasas
A seus delírios pôs fim
Sentindo o roçar das asas,
O sopro dum querubim.

Um anjo veio e deu vida
Ao peito de amores nu:
Minh'alma agora remida
Adora o anjo - que és tu!

2 comentários:

Rachel disse...

Que poema lindo!!! Mt bom... apaixonado e apaixonante!
Bjinhos!^.^

Anônimo disse...

Ai...ai...(suspiro) o amor é lindo !!!!
beijinhos
da menina cupido feliz da vida ^_^
e torcendo muito !!!