De Casimiro de Abreu
Julho de 1858
Eu era a flor desfolhada
Dos vendavais ao correr;
Tu foste a gota dourada
E o lírio pode viver.
Poeta, dormia pálido
No meu sepulcro, bem só;
Tu disseste : - Ergue-te, Lázaro! -
E o morto surgiu do pó!
Eu era sombrio e triste...
Contente, minh'alma é;
Eu duvidava ... sorriste,
Já no amor tenho fé.
A fronte que ardia em brasas
A seus delírios pôs fim
Sentindo o roçar das asas,
O sopro dum querubim.
Um anjo veio e deu vida
Ao peito de amores nu:
Minh'alma agora remida
Adora o anjo - que és tu!
2 comentários:
Que poema lindo!!! Mt bom... apaixonado e apaixonante!
Bjinhos!^.^
Ai...ai...(suspiro) o amor é lindo !!!!
beijinhos
da menina cupido feliz da vida ^_^
e torcendo muito !!!
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