Uma batalha ocorre nos céus de uma metrópole, uma batalha que decidiria o futuro daquele planeta. No entanto, poucos percebiam o que ocorria - afinal, era só mais uma chuvinha. A peleja era entre Brazuka - o anjo do trovão; e Hildehirim - o milenar líder vampiro da Argentum Cruccis.
Os dois decidem o duelo com seus golpes mais poderosos e tombam derrotados.
O tempo passa...
Rio de Janeiro, terra do samba, considerada por muitos o coração desta nação Tupiniquim.
É nela que está morando Amino. Um jovem garoto de 11 anos. Ele ainda não conhece bem a Cidade Maravilhosa, pois se mudara a pouco de São Paulo.
Andava tranqüilamente pelas ruas de seu bairro, quando foi surpreendido por um grupo de valentões. É neste ponto que os relatos começam.
Ele corre desesperado, sem saber o motivo da ira de seus algozes. Para seu azar, havia um muro em seu caminho. Era o fim da linha e o início de uma sova.
Ele está deitado, com um olho roxo e alguns machucados. Seus pertences espalhados pelo chão. Ele olhou para o livro caído ao seu lado. Uma lágrima escorreu silenciosa.
'Se eu fosse forte!' ele chorou. 'Se eu fosse forte! Forte como o herói da lenda!?'
O "herói da lenda" era o personagem principal daquele livro - e seu nome era Brazuka. Era forte, audaz e sábio. Tudo que ele gostaria de ser.
- Levante daí, seu idiota. - Disse uma voz argentina.
Amino olhou em torno. Havia uma garota sentada em cima do muro. Com cabelos loiros e olhos verdes. Usava camiseta, um par de tênis All Star e saia plissada.
Ele pergunta quem era a menina e teve como resposta uma longa falação. Ela se apresentou como Anna Lee, 11 anos e meio, estudante do 1º ano ginasial e membro do Clube de Artes Marciais 'O Dragão Azul'. Ela lhe diz que se ele quisesse ser realmente forte tudo dependia dele, e como prova disto, ela enfrentaria os valentões que bateram nele.
Ele a acompanha tentando fazê-la mudar de idéia, mas ela o ignora e encontra os rivais. Após um insulto da menina, um dos grandalhões se irrita e a ataca. Para a surpresa coletiva, ela o derruba com um golpe de judô.
Os outros avançam e têm o mesmo destino. Ela os ofende e deixa o local, seguida por Amino. O garoto fica admirado e pergunta como ela conseguiu fazer aquilo. Ela diz que tudo foi graças ao árduo treinamento dela e das milenares técnicas aprendidas. Ele pergunta se ele seria capaz de aprender também. Ela o olha de cima a baixo e ri zombeteira. Ele se irrita e a deixa para trás. Anna o segue dizendo que ele lhe deve um sorvete, no mínimo, como agradecimento. Desta vez é ele que ri. Ele diz que a única coisa que poderia oferecer seria a amizade dele.
Ela pensa um pouco e sorri. É algo que vale a pena aceitar.
A Cena encerra com a dupla se formando e a certeza de que aventuras surgiriam.