sexta-feira, novembro 26, 2004
O Mestre e o escorpião.
Gostaria de sempre poder ver a beleza por trás das coisas, ou derramar lágrimas de alegria ou tristeza.
Agradeço-vos por existirem, parcelas da infinita Providência... Sei que consigo viver sozinho, porém nada posso ser sozinho, porque desejamos sempre alguém para nos reconfortar; alguém por quem chorar; alguém por quem sorrir; alguém que esteja ali e jamais tenhamos dito que ela é importante, mas que continuaria do nosso lado mesmo assim.
Embora saiba que tais palavras jamais sairiam de minha boca, que pelo menos esteja descrito por estas palavras.
Amo a todos vocês porque fazem parte de minha seleção, se estão entre meus amigos, é porque fazem por merecer.
Se puderem algum dia demostrar o que sentem pelos que o rodeiam, faça-o. Não deixe que o tempo os apague como memórias.
Como dizem na França - Oui, C'est la vie!
"Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez o
escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo.
O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou.
Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:
- Desculpe-me mas você é teimoso ! Não entende que todas às vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?
O mestre respondeu:
- A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.
Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções.
Alguns perseguem a felicidade, outros a criam.
Quando a vida te apresentar mil razões para chorar, mostre-lhe que tens mil e uma razões pelas quais sorrir.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação.
Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você.
E o que os outros pensam, é problema deles."
terça-feira, novembro 23, 2004
EIEN
tooku tsuki to hashagu kimi no kobune wa
sotto yurameite boku no hou he to
Setsunai kurai kanjite mo naze?
koe ni naranai itoshisa yo
kitto eien no omoi
Amai hada ni furete chi ga nagarekomu
sore ha yawaraka na netsu wo obite
kono mune no soko wo mitashiteku yo
kimi ni wa itsumo takusan no ai
sosogikonde agetai yo
ima, eien wo negau
Hoshizora shukufuku shite deai wo terasu yo
....totemo kirei sa
Uzumaku hoshi no michibiki wa mahou
Dare ni kansha sureba ii?
Zutto kono koi wo kimi ni
eien wo sasageyou sasageyou
As ondas vem e vão sob meus pés
seu barquinho brincando com a longÃnqua lua
singra gentilmente em seu caminho até mim
Se é tão doloroso, então, por quê?
Um amor que não consigo declarar,
sentimentos que terei para sempre ...
Tocado por uma pele de seda, o sangue flui
envolvendo-me com seu calor
e enche o fundo do meu coração...
Agora, eu desejo para uma eternidade,
que chova a todo instante
muito amor em você...
Abençoe este céu estrelado que ilumina o nosso encontro
... é tão belo
O auxÃlio das estrelas rotacionárias é mágico,
A quem devo agradecer por isto?
Eu devoto meu amor para todo o sempre a você
por toda eternidade, por toda eternidade.
quinta-feira, novembro 11, 2004
Tempo
Tempo ...
Feito ao vento
Morto ao relento,
Vivo em um sentimento
Carrega em si o sofrimento,
Eterniza-se por um momento
Apenas por este lamento,
Não mais aguento,
O passar lento
Do tempo...
Aprenda a humilhar americanos
Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o
ex-governador do DF atual ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a
resposta de um humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr. Cristovam Buarque:
De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a
internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não
tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos paÃses ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um paÃs. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar paÃses inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França.
Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruÃdo pelo gosto de um proprietário ou de um paÃs. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de paÃses tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris,Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, BrasÃlia, Recife, cada cidade, com sua beleza especÃfica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA.
Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Defendo a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dÃvida. Comecemos usando essa dÃvida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o paÃs onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!".